Posts Tagged ‘Cão’
Qual é o melhor cão para você?
Antes de adquirir um cão, você precisar levar em consideração o tipo de raça que melhor se adapta a você e sua família e, é praticamente impossível afirmar, que algumas raças são melhores do que outras como cães de estimação. Qualquer dono ou criador considera seu animal o melhor do mundo!
O primeiro passo é visitar uma exposição, onde você terá a oportunidade de conhecer varias raças. Depois de ter gostado de determinada raça é preciso conhecer um ou mais criadores especializados. Além de você ter a chance de conhecer os pais do futuro filhote, também pode sanar todas as suas dúvidas quanto a raça: tamanho, cuidados, manejo, temperamento etc. Se você não conhecer nenhum canil, o Kennel Club poderá fornecer os endereços.
O principal problema na compra de um filhote é a idoneidade do criador. As vezes, compramos um cão achando que ficará pequeno e, quando cresce, fica maior do que esperávamos. Quando ganhamos um cão Sem Raça Definida, na verdade, estamos ganhando uma incógnita (?). Não temos como saber de que tamanho ficará ou muito menos como será seu temperamento, porém, os cães SRD também são adoráveis cães de companhia.
Quando for escolher um cão, além da simpatia que você tem pela raça, é muito importante que você leve em consideração o local em que vive e o seu orçamento familiar. Um cão grande não se adapta em um apartamento pequeno e, um salário pequeno, não sustenta um cão grande. Além disso você deve se perguntar se está disposto a fornecer ao novo membro da família alimentação, saúde e higiene adequadas e, principalmente, muito amor e carinho.
Se você tomar uma decisão coerente e sensata, você será recompensado com um companheiro fiel, devotado e um amigo que não pode ser comparado a nenhum outro.
Como escolher o filhote.
Você pode, antes de escolher o filhote, checar alguns pontos: Verifique se o pêlo está livre de pulgas e carrapatos e se não está opaco; os olhos devem ter brilho e estar limpos e livres de secreção; as orelhas devem estar limpas; a coluna vertebral não deve ser proeminente; a área anal deve estar limpa e livre de vestígios de diarréia; a barriga não deve ser volumosa, isso é indicação de verme; verificar, quando o padrão da raça exigir, se a amputação do *ergot e da cauda já foi realizado e, principalmente, se está livre de ferimentos e bem cicatrizado. Lembre-se de que um filhote saudável é esperto e brincalhão.
*ESPORÃO ou ERGOT - O esporão, ou dedo rudimentar, córneo como uma unha, é o último para o lado de dentro de cada pata. Não tem utilidade para a grande maioria dos cães domésticos, por isso é muitas vezes removido em tenra idade. Pode ser, no entanto, essencial para categorias como o puffin dog pois facilita a mobilidade em terreno acidentado.
O preço de um filhote varia de acordo com o seu pedigree (“certidão de nascimento” e garantia de que um cão de raça pura) e com a menor ou maior raridade da raça. Em geral, quando os filhotes são colocados à venda, já estão desmamados, desmirfugados e com a primeira dose da vacina tomada. O ideal, após a compra é levar o cãozinho a um médico veterinário para que seja examinado e certificar-se de que é realmente saudável.
Veja a seguir a relação de algumas raças agrupadas por porte físico:
Cães de Pequeno Porte
- Beagle – pêlo duro
- Chinese Crested – sem pêlo ou pêlo longo
- Teckel – pêlo curto e longo
- Fox Paulistinha – pêlo curto
- Pug – pêlo curto
- Buldog Francês – pêlo curto
- Poodle toy – pêlo longo
- Yorkshire – Pêlo longo
- Cães de Porte Médio
- Retriever do Labrador – Pêlo curto
- Springer Spaniel Inglês – Pêlo longo
- Weimaraner – Pêlo curto
- Afegam – Pêlo longo
- Setter irlandês – Pêlo longo
- Airedale Terrier – Pêlo-de-arame
- Doque de bordeaux – Pêlo curto
- Boxer – Pêlo curto
Cães de Porte Grande
- Dinamarquês – Pêlo curto
- Mastim napolitano – Pêlo curto
- Fila Brasileiro – Pêlo curto
- kuvasz – Pêlo longo
- Dobermann – Pêlo curto
- São Bernardo – Pêlo longo
- Pastor Alemão – Pêlo longo
- Rottweiler – Pêlo curto
- Bernese Monuntain Dog – Pêlo longo
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Como o cão enxerga
Cães vêem o mundo de maneira bem diferente da nossa. De certo modo, é como se eles estivessem vivendo em um mundo paralelo. Assim como percebem coisas que não temos capacidade de notar, nós notamos coisas que eles não podem perceber
Quando se fala de visão canina, logo vem a pergunta: a espécie enxerga em cores ou em preto e branco? Esse assunto será abordado a seguir, mas trata-se apenas de uma das características da visão. Dizer que sabemos como o cão enxerga não se reduz a conhecer essa resposta!
Afinal, enxerga colorido?
Sim, mas por muito tempo até mesmo os cientistas acreditavam que não. Hoje se sabe que os cães enxergam em cores, mas não distinguem todas as cores que os humanos vêem.
A principal diferença é que os cães não conseguem distinguir o verde do vermelho. Para nós e para outros animais, como pássaros e macacos, que comemos frutas, a diferença entre essas cores é gritante porque é muito vantajoso diferenciar rapidamente as frutas vermelhas das folhagens verdes, por exemplo.
Uma distinção que os cães conseguem fazer bem é entre o azul e o verde. Bolinhas de cor azul são mais fáceis de o cão buscar em gramados do que as vermelhas, que se destacam menos, e por isso podem ser usadas para estimular o olfato.
Faça o teste: segure o cão sobre um gramado bem verde e jogue uma bolinha azul e uma vermelha. Solte-o somente quando as bolinhas estiverem a pelo menos uns 10 metros de distância. Provavelmente, o cão optará por seguir a bola azul, muito mais visível para ele.
Visão noturna
É verdade que os cães enxergam no escuro? Depende. Na escuridão total, não. Mas os cães enxergam muito melhor do que nós no escuro, apesar de não conseguirem distinguir bem as cores. Pode-se dizer, portanto, que no escuro os cães enxergam em preto e branco.
A visão noturna é importantíssima para os animais que caçam no escuro, por dependerem basicamente da luz da lua e das estrelas. É o caso das matilhas selvagens e das alcatéias, cujos uivos, usados também para reunir o grupo para caçar, podem ser mais ouvidos à noite, especialmente nas noites claras.
Faça o teste: com uma câmera de vídeo que filma no escuro (infravermelho) observe como o seu cão se locomove num quarto totalmente escuro. Coloque uma caixa ou cadeira fora de lugar e observe se ele desvia antes ou depois de tocá-la com a cabeça ou bigode. Depois, estimule o cão a andar – jogue uma bolinha que ele adore ou chame-o na sua direção – e aumente a luminosidade aos poucos (use luzes com intensidade ajustável ou permita que a luz da rua entre). Haverá um momento em que, apesar de você ainda não enxergar os objetos, o cão já desviará deles com facilidade. Isso mostra que ele enxerga com muito menos luz do que nós.
Vê de costas?
Graças a uma amplitude de visão bem maior que a nossa, os cães enxergam o que está atrás deles. Como têm olhos mais laterais que os nossos, conseguem ver uma área maior, tanto para localizar presas como eventuais predadores. A maior amplitude visual varia, já que a posição dos olhos muda conforme a raça. Pastores Alemães, por exemplo, têm amplitude visual muito superior à dos Pugs.
Faça o teste: olhe para a frente e traga suas mãos com as palmas abertas a partir de trás da cabeça até enxergá-las. Você só as verá quando estiverem um pouco à frente das orelhas. Isso mostra que a amplitude visual humana é de aproximadamente 180 graus. Experimente fazer isso com o seu cão. Aproveite quando ele estiver olhando fixamente para um local. Mova um objeto de trás para a frente até que ele o perceba e vire a cabeça, querendo-o. Repare como o objeto é percebido, mesmo estando ainda atrás do cão. Fique atento: como o olfato e a audição dos cães são fantásticos, tente evitar que o objeto seja percebido pelo cheiro ou pelo barulho.
Detecção de movimento
Os cães conseguem detectar muito mais facilmente algo em movimento do que parado, qualidade útil nas perseguições durante a caça. É como se o objeto em deslocamento saltasse de um fundo parado.
Faça o teste: amarre numa cordinha um objeto que o cão adore. Prenda o cão num ponto fixo e distraia-o. Coloque o objeto a uma distância tal que fique difícil de ele ver facilmente. Solte o cão e, quando ele estiver “perdido”, procurando o objeto, puxe a cordinha para o objeto se mover. Observe como é localizado facilmente quando entra em movimento. Só não dá para sugerir uma distância padrão, porque o alcance da visão dos cães varia bastante e muitos deles são míopes.
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É possível educar um cão velhinho?
Claro que sim! Assim como as pessoas mais idosas também podem aprender. Provavelmente, você terá um pouquinho mais de trabalho para mudar alguns hábitos mais antigos, exercidos pelo cachorro durante boa parte de sua vida. Do mesmo jeito, por exemplo, que é difícil modificar certas manias das pessoas mais velhas. No entanto, a diferença entre os cães e nós, humanos, é que com eles a coisa é mais fácil… A capacidade do cachorro para se adaptar a novas regras é incrivelmente surpreendente! Sendo assim, acredite no seu velho amigo! Afinal, não existe uma idade determinada para o cérebro parar de aprender.
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Como fazer seu cão gostar de ir ao veterinário
Muitos cães morrem de medo de ir ao veterinário. Ao verem o profissional se aproximar ou ao entrarem na sala dele, colocam a cauda entre as pernas, tremem ou mostram agressividade. Resultado: todos se estressam – o cão, o proprietário e o veterinário. A qualidade do exame é comprometida diante da dificuldade de avaliar o cão aflito e, ao mesmo tempo, tentar controlá-lo. De tão traumática a experiência, o cão pode mudar de comportamento para sempre. A boa notícia é que existem diversas técnicas capazes de tornar as consultas mais agradáveis ou, no mínimo, menos traumáticas. Também dá para amenizar a sensação de dor durante os tratamentos, o que é especialmente importante para os filhotes, já que um trauma pode torná-los desconfiados e agressivos quando adultos.
Basta uma experiência para traumatizar
Muitas pessoas acreditam que os cães só aprendem por meio de repetições e que, portanto, a experiência dolorosa será esquecida se não ocorrer várias vezes. É verdade que grande parte dos aprendizados caninos necessita de um bom número de repetições para acontecer, mas nem sempre. Há experiências que depois de vivenciadas uma única vez já ficam registradas. Portanto, não subestime a importância de evitar traumas no cão que vai ao veterinário.
O medo pode aumentar a dor
Acalmar o cão nas consultas é uma estratégia importante. Quanto mais aflito e tenso estiver, maior será a chance de se assustar e ficar traumatizado. Um cão que se apavora sente muito mais dor. Até um procedimento simples, como o da vacinação, pode se tornar um evento terrível para eles.
Acostume o cão aos procedimentos
A melhor maneira de manter o cão tranqüilo durante o tratamento é acostumá-lo ao veterinário e a ser manejado durante as consultas.
Na primeira visita dele à clínica, habitue-o ao novo ambiente e ao veterinário. Para que permaneça calmo, deixe-o com os brinquedos preferidos e proporcione momentos agradáveis, oferecendo carinhos e petiscos. Peça ao veterinário para participar, brincando com o cão e dando também petiscos a ele.
Quanto aos procedimentos médicos, o melhor é simulá-los antecipadamente, de maneira gradativa. O treino pode ser feito no início da própria consulta – não costuma levar mais de 10 minutos. A simulação deve ser a mais parecida possível ao que acontece na realidade. Se o objetivo for vacinar o cão, por exemplo, contenha-o firmemente e simule uma picadinha de agulha com uma chave ou tampinha de caneta.
A cada simulação, procure recompensar o cão com algo agradável, como petiscos e elogios. Alguns cães treinados dessa maneira chegam a lamber os beiços quando vêem uma seringa. Só se passa para a próxima etapa do treino depois de o cão aceitar com tranqüilidade aquela na qual está sendo exercitado.
Outra prática útil para ajudar o cão a se adaptar às consultas é acostumá-lo, no dia-a-dia, a determinadas situações. Ter o hábito de ser massageado evita sustos ao ser apalpado pelo veterinário. Brincar em casa sobre superfícies lisas ajuda a não estranhar a mesa metálica da clínica.
No desconforto, redirecione a atenção
Quando um procedimento incômodo estiver em andamento, procure distrair o cão. Quanto menos atenção ele prestar ao desconforto, menos será a sensação de dor. Uma maneira de conseguir isso é brincar com um petisco, deixando o cão abocanhá-lo de vez em quando.
Não reforce a agressividade
Um erro comum é subestimar a reação do cão aos exames. O certo é contê-lo com firmeza nesses momentos. Até um exemplar dócil pode morder se ficar assustado ou com dor. E, se ele tiver sucesso ao tentar se desvencilhar ou assustar e ameaçar a pessoa que se aproximou, aprenderá a repetir tais comportamentos. Não permita, portanto, que ele tenha êxito nessas tentativas.
Resumo das dicas
- Associe coisas agradáveis (petiscos, brincadeira, carinho) a todo procedimento que possa ser desagradável ou assustador ao cão.
- Procure dessensibilizá-lo aos procedimentos veterinários.
- Acostume-o a ser contido firmemente.
- Tome as precauções necessárias para evitar que o cão controle a situação.
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Técnicas para nunca mais bater no seu cão
Há muitas maneiras de punir comportamentos errados sem dar tapa
No artigo anterior, argumentei sobre os perigos de bater nos cães, tanto para nós, quanto para eles. Embora seja estratégico punir comportamentos errados para educar e estabelecer limites, há muitas maneiras de fazê-lo sem precisar dar tapa no cão.
Escuto com certa freqüência comentários do tipo “as técnicas do Rossi funcionam para cachorrinhos de madame, mas não para o meu Rottweiler!” Isso está longe de ser verdade. Eu e minha equipe somos chamados para resolver problemas de comportamento de bichos de todo tipo. Principalmente de animais grandes e agressivos. Como o elefante, na Tailândia, que iria ser sacrificado por ter matado sete treinadores e recuperei, patrocinado pelo Rotary Internacional. E nunca batemos num animal! Portanto, as técnicas aqui descritas funcionam, independentemente do tamanho ou da agressividade do animal.
Antes de aprender sobre punições, é importante ressaltar que devemos, sempre que possível, recompensar os comportamentos corretos e não só punir os errados. Cães que destroem plantas, por exemplo, devem ser estimulados e elogiados quando mastigarem seus brinquedos. Cães que pulam nas pessoas merecem um petisco ou um carinho quando optam por sentar em vez de pular.
As punições servem para modificar ou inibir um comportamento. Para obter esse resultado, diversas regras precisam ser seguidas:
Punição que o cão queira evitar
O que é punição para um, pode não ser para outro. Cães, assim como nós, possuem gostos e sensibilidades diferentes. É importante, portanto, aprender o que agrada ao cão e o que lhe desagrada.
Susto ou desconforto
As punições que uso causam apenas um susto ou desconforto. O tipo de punição precisa estar de acordo com a sensibilidade do animal. Um barulho bastante alto pode ser completamente ignorado por um cão e pode deixar outro tremendo por horas. Tome muito cuidado na escolha da punição, principalmente se o seu cão for bastante medroso.
Escolha da “arma”
Diversos objetos podem nos auxiliar a provocar um susto ou desconforto no cachorro quando ele optar por fazer a coisa errada. É importante que a punição aplicada não desencadeie nenhuma agressividade no cão, que não o machuque e também que não o deixe assustado por horas. Na dúvida, conte com ajuda de um adestrador ou consultor comportamental.
A. Spray com água
Alguns cães odeiam ser borrifados com água, principalmente se estiverem concentrados em roubar um pedaço de comida. Cuidado para não acertar dentro do ouvido do cão. Em alguns casos, colocamos uma substância amarga e não tóxica para aumentar o desconforto provocado pelo spray. Nesse caso, miramos na boca do cão.
B. Lata com moedas
Moedas ou arruelas dentro de uma lata fazem um barulhão quando as sacudimos. Muitos cães sentem-se intimidados com o barulho.
C. Biribinha ou estalinho
Também funciona pelo susto que o cão leva com a miniexplosão. Evite usar com cão que tenha fobia de fogos de artifício ou que seja muito medroso, pois as punições devem evitar problemas de comportamento e não agravá-los!
D. Jato de ar
Desde bomba de encher pneu de bicicleta até extintor de CO2 (só de CO2 ou ar comprimido, não use nunca de pó químico!) podem ser usados. Normalmente, bomba de encher pneu é muito fraca e o extintor é muito forte. No caso de cães brigando, o extintor é a minha punição predileta, pois dá um baita susto e costuma separá-los na hora, sem perigo de machucá-los!
Aja no momento certo ou esqueça!
Para a punição ter sentido, o cão precisa associá-la ao comportamento errado. O melhor momento de aplicá-la é no início do comportamento errado, não antes e nem depois. Por exemplo: o cão deve ser repreendido quando subiu na cadeira e está para roubar a comida da mesa.
Já é mais do que comprovado que a punição tardia não funciona e que pode, inclusive, causar problemas psicológicos para o animal, pois ele não entende com clareza o que está acontecendo. Apontar para a coisa errada que ele fez, perguntar quem fez aquilo, etc., não funciona, acredite!
Faça o cão fracassar
Além de receber punição, o cão deve fracassar na intenção errada dele. Ou seja, é importante que ele não consiga o que quer. Se ele estiver a fim de roubar comida de cima da mesa, mantê-lo com uma guia pode ajudar o treinador. O mesmo é válido para um cão que quer pular em cima das pessoas ou subir nos móveis. Aja de maneira a impedi-lo de realizar tais desejos e associe a tentativa com algo desagradável ou assustador.
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Cão mais feliz com enriquecimento ambiental e comportamental
Objetivo: manter o cão ocupado
Mente vazia, oficina do diabo, diz o provérbio… Você já pensou que o seu cão, enquanto faz coisas saudáveis e corretas, não incomoda pessoas nem destrói a casa ou se automutila? Ocupá-lo é também muito mais saudável do que simplesmente impedi-lo de fazer o que ele quer.
Como entreter
Todo mundo sabe entreter o cão levando-o para passear, brincando de cabo-de-guerra com ele ou atirando bolinha. Mas poucos sabem como entretê-lo enquanto conversam com alguém, vêem televisão ou dão atenção a uma visita.
A dica é preparar diversão para esses momentos. Vale tudo que entretenha o cão e que nos deixe livres para fazer o que quisermos. Existem algumas técnicas que utilizo para proporcionar esse tipo de entretenimento.
Busca por alimento
Esconda petiscos e estimule o cão a procurá-los. Com o tempo, ele passará a vasculhar cada pedacinho da casa, com a esperança de encontrar algo apetitoso. No início, procure facilitar a localização. Depois, pouco a pouco, torne a busca mais difícil. Crie novos esconderijos e dificulte o acesso cada vez mais. Para não estimular o cão a ir aonde você não deseja, evite colocar os petiscos nesses lugares.
Garrafa pet
Esse é um dos meus instrumentos preferidos, mas pode tornar-se um pouco barulhento, dependendo da estratégia utilizada pelo cão. O procedimento consiste em fazer uns furos laterais numa garrafa pet vazia. Deseja-se que, ao ser utilizada pelo cão, caiam alguns pedaços de petisco ou grânulos de ração previamente colocados. Essa é uma ótima maneira de dar ração em vez de simplesmente servi-la no pratinho de comida. No início, faça buracos maiores na garrafa, já que muitos cães podem desistir nessa fase. Aos poucos, dificulte e exija cada vez mais. Assim poderá proporcionar entretenimento por horas, até o cão conseguir tirar o último pedacinho de alimento de dentro da garrafa.
Roer e destruir
Ossos e brinquedos mastigáveis também são ótimas opções. Muitos cães gostam do desafio de destruir coisas, como arrancar pedaços de um bichinho de pelúcia, desde os olhos e o nariz até a espuma de dentro, despedaçar uma bola ou arrancar nacos de um osso de couro.
Conheço vários cães que adoram tirar o rótulo e a tampinha de garrafas pet! Muitos também apreciam destruir coco verde – a bagunça que fica com os fiapos restantes é fácil de limpar e o seu cão merece um bom passatempo!
Outra dica é embrulhar petiscos em pedaços de cartolina ou de papel e deixar o próprio cão rasgar a embalagem.
Embora destruição seja uma ótima terapia para o cão, preste atenção. Se ele for do tipo que engole tudo, só lhe dê objetos cujos pedaços sejam digeríveis e que não possam machucá-lo ou causar obstrução gástrica.
Criações do próprio cão
É impressionante como os cães criam as próprias atividades. Infelizmente, muitas vezes não estimulamos essas iniciativas ou até mesmo as reprimimos. É comum o cão ansioso descobrir que ter uma bolinha na boca para ficar mastigando o ajuda muito nos momentos de maior ansiedade. Um exemplo é o do cão que, quando percebe que terá interação com o dono, corre e agarra uma bolinha. Para ele, é importante ter sempre uma bolinha à disposição e, no entanto, muitas vezes o dono se livra da bolinha porque se tornou vício. O contato com esse objeto permite ao cão extravasar a ansiedade e conseguir não morder a mão do dono nem destruir algum objeto da casa.
Mais uma atividade de diversos cães é correr de um lado para outro quando estão muito ansiosos, incluindo, às vezes, dar voltas em torno da mesa de jantar. Em vez de reprimir o cão por fazer bagunça, deve-se procurar ajustar a casa para essa atividade. Por exemplo, fixar os tapetes no chão e tirar objetos que possam ser derrubados durante o percurso. Essa é também uma maneira de respeitar o cão. Afinal, ele talvez preferisse, se pudesse, pular em você ou rasgar sua roupa.
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Cão exercitado é cão feliz
O cachorro está com medo? Está destruindo a casa? Está ansioso? Agressivo? A chave para resolver esses problemas, no método de reabilitação usado por Cesar Millan, é o exercício. Além de ajudar no equilíbrio físico e mental, os exercícios favorecem o estabelecimento de um elo mais profundo e harmonioso entre dono e cão. Este é o penúltimo artigo da Série Aprenda com o Encantador de Cães.
Os exercícios são considerados pelo Encantador de Cães Cesar Millan uma das atividades mais importantes para o bem-estar físico e mental do cão. Sabendo disso, Cesar lança mão do exercício para reabilitar os cães e enxerga nele um aliado fundamental na solução de casos de mau comportamento canino.
O cachorro está com medo? Leve-o para se exercitar. Está destruindo a casa? Está ansioso? Agressivo? A chave para resolver esses problemas, no método de reabilitação usado por Cesar, é basicamente o exercício. Sempre, claro, com acompanhamento profissional capaz de identificar a correta linguagem corporal e de interpretar adequadamente o comportamento canino no contexto em que vive.
A explicação para a razão da importância do exercício na psicologia canina defendida por Cesar está situada nas origens da espécie. Descendente do lobo selvagem, o cão vivera em liberdade e tinha um “trabalho” a cumprir, que o ocupava durante boa parte do dia.
Dessa forma, os exercícios para o cão, independentemente de raça ou porte, são considerados fundamentais para se ter um cão mais obediente, comportado, tranqüilo e em sintonia com o dono. O cachorro tem uma energia que precisa ser gasta, ao contrário, gera excitação indesejada, frustração e, como uma bola de neve, pode ser o precursor de comportamentos ruins.
Ora, se um cão cheio de energia para gastar passa o dia confinado em casa, não lhe resta muitas alternativas senão morder os móveis, estragar a própria cama onde dorme e o chinelo que ficou esquecido no meio da sala. Por outro lado, deixar o cão solto em um enorme canil é diversão – mas apenas isso. O cão corre e brinca, mas perde a oportunidade de conhecer novos cheiros, sons, de ver novas coisas e usar com mais intensidade seus órgãos sensoriais, além de não se socializar com cães diferentes dos que já convive em casa.
Mas a novidade, explica Cesar, está em que o cão que não passeia perde a chance de aprender a ser seguidor de seu dono. Os exercícios, a caminhada é um excelente momento para que o cão aprenda quem é o líder da matilha. O dono, por sua vez, perde a incrível chance de se sintonizar com o seu cachorro. Cesar acredita que caminhar com o cão é o momento ideal para dono e cachorro se sintonizarem. Exercícios acabam fazendo com que o cão se apegue mais ao dono e o aceite mais facilmente como líder.
Dessa maneira, o dono deve despender algum tempo do dia exercitando seu cão, com uma boa caminhada entre duas a três vezes por dia. Com cães mais enérgicos e movidos a “pilha”, pode-se andar de bicicleta, patins ou mesmo correr. Uma outra dica é usar uma mochila específica para cães e compatível com a idade, tamanho e resistência do cachorro. Cachorros também podem ser ensinados a andar na esteira, exercício que deve ser feito sob supervisão (verifique a necessidade do uso de guia). Enfim, não restam alternativas para exercitar o cachorro.
Em um frase, cão exercitado é cão feliz.
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É possível educar um cão velhinho?
Claro que sim! Assim como as pessoas mais idosas também podem aprender. Provavelmente, você terá um pouquinho mais de trabalho para mudar alguns hábitos mais antigos, exercidos pelo cachorro durante boa parte de sua vida. Do mesmo jeito, por exemplo, que é difícil modificar certas manias das pessoas mais velhas. No entanto, a diferença entre os cães e nós, humanos, é que com eles a coisa é mais fácil… A capacidade do cachorro para se adaptar a novas regras é incrivelmente surpreendente! Sendo assim, acredite no seu velho amigo! Afinal, não existe uma idade determinada para o cérebro parar de aprender.
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Como acostumar o cão a escovar os dentes
Como acostumar o cão a escovar os dentes?
Como acostumar o cão a escovar os dentesfora mesmo, para que ele se familiarize com o objeto (mas não o deixe mordê-la!). Associe este momento a brincadeiras, petiscos e carinhos. Depois, massageie os dentes e a gengiva do cão com os dedos, pra ele ir se acostumando com o movimento. Comece escovando um ou dois dentes apenas. Pare um pouco, brinque e faça um carinho. Passe para quatro dentes, seis, e assim sucessivamente. Todo este treinamento pode levar alguns dias, portanto seja paciente: só faça o procedimento completo quando ele já estiver à vontade com a escova. Aí vai outra dica super importante: alguns cachorros não curtem certas pastas de dente. Por isso, teste diferentes tipos até achar um creme dental que ele goste. E atenção: nunca, mas nunca mesmo, use a sua pasta ou a de qualquer outro humano para escovar os dentes do cão, pois ela contém substâncias que farão mal a ele se ingeri-la.
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Como apresentar o bebê ao cão da família
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Esse é um assunto que gera polemica e muita discussão, como apresentar um bebê ao cão da família. As primeiras sugestões são sempre que se deve prender o animal e ir acostumando aos poucos o bebê, ou em alguns casos mais radicais, retirar temporariamente ou até por definitivo o cão do ambiente. Tem alguns tipos de situações, dentre elas as mais comuns são animais que tem acessos a todos os cômodos da casa e os de grande porte que geralmente ficam nas áreas externas da casa. Nos dois casos tudo deve ser feito de forma ordenada, e com muita cautela. Sempre sob total supervisão de duas ou mais pessoas. No primeiro caso, com o avanço da gestação é que se deve começar o processo de habituar o cão as novas rotinas, pois com a chegada do novo membro muita coisa vai muda,r principalmente o tempo que você terá com seu velho mascote, que agora terá que dividir com o herdeiro que está para chegar. Comece de forma gradativa a restringir o acesso do cão a áreas da residência, principalmente onde o bebê ira dormir, não proíba a entrada do cãozinho mais que isso aconteça somente quando você ou outra pessoa esteja presente. Comece a dedicar períodos no dia para interagir e brincar com ele, pois a maioria dos cães que ficam em ambiente internos, passam muito tempo desfrutando de total atenção, e quando isso é interrompido bruscamente causa sérios problemas de interpretação do animal por conta da perda desse espaço. Com a chegada do bebê, deve ser mantida a rotina de interação e exercícios, mesmo que por outra pessoa e é importante nesse momento que o cãozinho comece a reconhecer o cheiro do novo membro, e isso pode ser feito da seguinte forma, toda vez que houver troca das roupinhas do bebê leve-as até o seu cão e deixe que ele cheire até perder o interesse. Se ele ficar muito excitado tente acalmá-lo e só depois deixe ele continua o reconhecimento. Isso vai deixá-lo mais tranquilo quando encontrar o bebê pessoalmente, pois ele já conhece seu cheiro então ele passará a não ser uma grande novidade. Quando o bebê já estiver em condições de sair do quarto, apresente o novo membro da matilha ao cãozinho, é fundamental que nesse momento esteja apenas as pessoas que sempre estão na casa, evite fazer esse tipo de contato quando a casa estiver cheia de estranhos, pois pode ocorrer do bebê ser confundido com um invasor. Outra dica é que o bebê fique a uma distância em que o cão não precise ficar em pé ou tenha que usar sua patinha para visualizar melhor o bebê. Isso pode causar acidente, mesmo que involuntário. Também é recomendo que nessas apresentações sempre tenha algum petisco, assim o cão vai associar o cheiro do bebê e a sua presença à algo muito bom já que toda vez que ele aparece ele receberá uma guloseima. Assim deve ser feito gradativamente até que o cãozinho não se incomode mais com a presença desse novo membro, e não esquecendo devemos evitar as apresentações em períodos que o bebê possa estar chorando, isso pode deixar o cão impaciente e mais curioso para saber o motivo daquele som. No caso dos animais de grande porte, deve se seguir todas as recomendações para animais de ambiente interno, sendo que temos que acrescentar mais cautela ainda, já que estamos falando de animais maiores e mais fortes. Esse primeiro encontro deve ser feito sempre com o cão sob seu controle, o que em alguns casos deve ser usado guia e coleira, começando por curtos períodos de contato e depois passando a períodos maiores. Fale sempre com seu amigão em um tom calmo e suave, mostrando que aquele pequeno ser é muito delicado, uma recomendação procure não brigar ou corrigir o cão nesse momento, e se você não se sentir seguro para esse contato não exite em chamar ajuda profissional, afinal estamos em um processo onde não se deve cometer nenhum erro. Seguindo todas as recomendações com toda certeza sua vida, a do seu cão e principalmente do seu bebê será de total harmonia e esses momentos que são tão tensos para alguns, serão momentos inesquecíveis eternizados em boas e divertidas fotografias. |
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